Cocal do Sul (SC)
O projeto Mulheres Artesãs, da Associação Cocal Arte, retomou as aulas há pouco mais de um mês em Cocal do Sul, reunindo novas participantes ao grupo. Com o apoio da Coopercocal, que oferece espaço, estrutura e materiais, a iniciativa já impactou dezenas de mulheres ao longo de oito anos. Pelo terceiro ano consecutivo, a técnica trabalhada é o macramê.
Para a professora Elis Regina Dias Sangaletti, o envolvimento é o que diferencia o grupo. “Eu digo para elas que têm que gostar do que estão fazendo. Porque se elas gostarem, vão se dedicar e vão se comprometer”, afirma. Ela define as alunas como determinadas. “Eu vejo elas como uma turma de corajosas, pois tem que ter coragem e persistência. Porque a técnica do macramê em si não é fácil, precisa de prática e dedicação.”
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Novas experiências e descobertas
Entre as novas integrantes está Elaine Vieira, 33 anos, que encontrou no projeto uma forma de cuidado pessoal. “Eu já me apaixonei no primeiro contato. É uma terapia, me sinto privilegiada de estar aqui”, relata. Para ela, o aprendizado vai além da técnica. “É algo que ninguém tira da gente. Eu nunca tinha feito artesanato, é um desafio, mas tu vai evoluindo e isso fica pra vida inteira.”
Rosines Terezinha Rodrigues, 59 anos, realizou um sonho ao ingressar no grupo. “Isso aqui era um sonho que eu tinha. Quando surgiu a vaga, eu não pensei duas vezes”, conta. Mesmo sem experiência com macramê, ela se surpreendeu. “É uma coisa muito boa de se fazer. E a professora tem uma paciência incrível.” A perspectiva de expor os trabalhos também a motiva. “Me sinto muito feliz de saber que muita gente vai olhar e admirar, e nem vai imaginar que foi uma pessoa que nunca tinha feito macramê.”
Um espaço que atravessa gerações
Com cerca de oito anos de participação, Ivone Francisco Demétrio, 72 anos, é uma das veteranas do grupo. Para ela, o ateliê se tornou parte essencial da semana. “É uma terapia muito boa. A gente fica esperando a semana inteira o dia de vir pra cá”, conta. Ela também destaca o valor de cada peça produzida. “Cada uma tem um jeito, um detalhe diferente. Isso é muito importante.”
A professora Elis reforça que a troca entre as participantes é um dos diferenciais do projeto. “Às vezes eu explico de um jeito, mas a colega do lado ajuda também. Essa troca de experiência é bem importante.” Para ela, o trabalho manual carrega algo que vai além da técnica. “Cada trabalho é único, porque a gente trabalha com as mãos e com o coração. Tem sentimento em cada peça.”
Atualmente, as participantes desenvolvem peças que serão apresentadas em feiras e eventos da região, incluindo a Festa do Vinho, em Urussanga. O projeto é presidido por Rita de Cássia Mendes Melo.
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